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Irã ataca Kuwait, Bahrein e Jordânia após promessa de trégua e cita retaliação contra EUA

Irã ataca Kuwait, Bahrein e Jordânia após promessa de trégua e cita retaliação contra EUA

A escalada de violência no Oriente Médio atingiu um novo patamar de imprevisibilidade neste domingo, 8 de março de 2026. Apenas 24 horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, realizar um pronunciamento em rede nacional pedindo desculpas aos vizinhos e sinalizando a interrupção de ataques contra nações da região, o Irã lançou uma nova onda de ofensivas atingindo o Aeroporto Internacional do Kuwait, uma usina no Bahrein e uma base militar na Jordânia.

​A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) assumiu a autoria das ações, classificando-as como uma “resposta direta e necessária” a um suposto ataque das forças dos Estados Unidos contra uma planta de dessalinização de água na ilha de Qeshm, no Golfo Pérsico. Segundo Teerã, a investida americana comprometeu o abastecimento de água potável para mais de 30 localidades, estabelecendo um “precedente perigoso” contra infraestruturas civis críticas.

​Detalhes da ofensiva regional

​Os ataques deste domingo ocorreram de forma coordenada, utilizando drones e mísseis balísticos:

  • Kuwait: Drones atingiram o Aeroporto Internacional, causando danos parciais ao terminal de passageiros e ferindo trabalhadores. Voos foram suspensos e o governo local reforçou o nível de alerta.
  • Bahrein: Uma usina de dessalinização e áreas próximas à base da 5ª Frota dos EUA foram alvos de projéteis.
  • Jordânia: Uma base aérea que abriga tropas aliadas foi atingida, com relatos de danos estruturais, mas sem contagem oficial de vítimas até o fechamento desta edição.

​Contexto de uma semana de guerra

​O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com a Operação Fúria Épica (liderada por EUA e Israel), já resultou na morte do Líder Supremo Ali Khamenei e provocou uma disparada de quase 30% no preço do petróleo em apenas sete dias.

​A diplomacia internacional vê com ceticismo as mensagens contraditórias vindas de Teerã. Enquanto o presidente Pezeshkian tenta manter uma porta aberta para a neutralidade dos vizinhos árabes, a Guarda Revolucionária mantém a linha de “retaliação total” contra qualquer país que abrigue ativos militares americanos.

​”Atacar a infraestrutura do Irã é uma ação perigosa. Os EUA criaram esse precedente, não o Irã”, afirmou o chanceler Abbas Araghchi, reforçando que o país não aceitará uma rendição incondicional.

Próximos passos:

A situação permanece volátil com o fechamento parcial do Estreito de Ormuz. Gostaria que eu monitorasse as reações do Conselho de Segurança da ONU ou o impacto imediato nos preços dos combustíveis no Brasil?

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