Trump e Putin discutem fim da guerra no Irã enquanto petróleo recua após recorde de US$ 100
O décimo dia da guerra no Irã trouxe um misto de agressividade militar e sinais de uma possível resolução diplomática. Na segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, está “praticamente concluído” do ponto de vista militar, embora tenha ressaltado que a ofensiva continuará até a “vitória final”.
Em uma reviravolta que acalmou os mercados globais, o Kremlin confirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, telefonou para Trump para apresentar propostas de uma solução rápida para as hostilidades. A conversa contribuiu para que o preço do barril de petróleo, que havia ultrapassado os US$ 100 na segunda-feira devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, recuasse cerca de 6% nesta terça-feira (10), operando na casa dos US$ 92 (Brent).
O cenário no 10º dia
Trump, falando de seu clube de golfe na Flórida, minimizou a crise energética, afirmando que os EUA possuem “petróleo de sobra” e que o impacto da alta dos preços afeta mais outros países do que a economia americana. Ele alegou que as forças iranianas perderam quase toda a sua capacidade naval e de comunicações.
”Acho que a guerra está muito completa. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea. Se você olhar, não sobrou nada”, declarou o republicano à emissora CBS.
Resistência e novo comando em Teerã
Apesar do otimismo da Casa Branca, o cenário em solo iraniano permanece tenso. O Irã confirmou Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei (morto no início do conflito), como o novo líder supremo. Em resposta às falas de Trump, o Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou propostas de cessar-fogo imediato, afirmando que a resistência continuará contra o que chamam de “agressão externa”.
No campo de batalha, o décimo dia foi marcado por:
- Ataques em Refinarias: O complexo petrolífero de Al Ma’ameer, no Bahrein, foi alvo de ataques que deixaram 32 civis feridos.
- Bombardeios em Teerã: Explosões foram registradas na capital e em cidades como Qom e Isfahan.
- Impacto Logístico: O Estreito de Ormuz permanece com tráfego severamente prejudicado, mantendo o alerta para o abastecimento global, especialmente no Leste Asiático.
Embora o Pentágono adote um tom mais cauteloso que o de Trump, afirmando que as operações “mal começaram”, a pressão internacional liderada pela Rússia e o impacto nos preços da energia parecem estar acelerando os bastidores para um desfecho que o presidente americano prevê para “muito em breve”, ainda que não dentro desta semana.

































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