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Alexandre de Moraes determina prisão de delegado e policiais civis por extorsão ao Comando Vermelho no Rio

Alexandre de Moraes determina prisão de delegado e policiais civis por extorsão ao Comando Vermelho no Rio

Em uma ação contundente contra a corrupção policial, a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (10 de março de 2026), a segunda fase da Operação Anomalia. A ofensiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na prisão de um delegado e dois policiais civis do Rio de Janeiro, acusados de integrar um esquema de extorsão contra lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

​O Esquema: Delegacia como “Balcão de Negócios”

​As investigações apontam que os agentes públicos utilizavam a estrutura da Polícia Civil para pressionar traficantes, impondo prazos e cobranças incisivas para o pagamento de propinas. Em troca do dinheiro, os policiais ofereciam facilitação em inquéritos e informações privilegiadas sobre operações.

  • Intermediários: Para manter distância física dos chefes da facção, o grupo utilizava dois intermediários que realizavam as negociações.
  • Lavagem de Dinheiro: A inteligência financeira da PF identificou uma movimentação patrimonial milionária, totalmente incompatível com os salários dos agentes. O dinheiro era ocultado por meio de uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares.

​Alvos e Desdobramentos

​Entre os presos nesta fase estão o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais civis Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Um quarto alvo, identificado como Gabriel Dias de Oliveira (o “Índio do Lixão”), apontado como integrante do tráfico, já se encontrava no sistema prisional.

​Esta fase é um desdobramento da ação iniciada na segunda-feira (9), que prendeu o delegado federal Fabrizio Romano. Ele é suspeito de vender influência política para favorecer um traficante internacional de drogas em troca de valores que chegariam a R$ 150 mil.

​Contexto Jurídico

​A operação ocorre no âmbito da ADPF 635 (conhecida como “ADPF das Favelas”), sob relatoria de Moraes, que visa monitorar a letalidade policial e a infiltração do crime organizado nas instituições do Rio de Janeiro.

​”A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos”, afirmou a Polícia Federal em nota oficial.

​Os envolvidos responderão por:

  1. Organização criminosa
  2. Extorsão
  3. Corrupção passiva e ativa
  4. Lavagem de capitais

​Até o fechamento desta matéria, a defesa dos citados não havia sido localizada para comentar as prisões. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que abrirá processos administrativos disciplinares para apurar a conduta dos servidores.

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