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EUA e milícias pró-Irã intensificam confrontos em Bagdá após ataque à embaixada

EUA e milícias pró-Irã intensificam confrontos em Bagdá após ataque à embaixada

BAGDÁ – O complexo da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, localizado na ultraprotegida Zona Verde, foi alvo de um ataque coordenado com drones e mísseis na madrugada deste sábado, 14 de março de 2026. O incidente marca uma perigosa escalada na crise regional que se agravou desde o final de fevereiro, quando as forças americanas e israelenses iniciaram uma ofensiva direta contra o Irã.

​De acordo com fontes de segurança iraquianas e relatos de agências internacionais, o ataque atingiu pontos sensíveis do complexo diplomático, incluindo um heliporto. Embora sistemas de defesa aérea tenham sido acionados, testemunhas relataram colunas de fumaça saindo da estrutura. Até o momento, não há confirmação oficial de vítimas fatais dentro da embaixada, mas os danos materiais são descritos como significativos.

Contexto de represália

​A investida ocorre poucas horas após ataques aéreos — atribuídos aos Estados Unidos — terem matado dois membros de alto escalão da milícia Kataeb Hezbollah, um grupo paramilitar xiita com forte apoio iraniano, no bairro de Arasat, em Bagdá. A milícia, que integra a chamada “Resistência Islâmica no Iraque”, tem intensificado o uso de drones suicidas contra instalações americanas em retaliação à campanha militar de Washington na região.

Escalada regional sob o governo Trump

​O cenário no Oriente Médio atingiu um ponto de ebulição após o início da Operação Fúria Épica (codinome utilizado pelo Pentágono) em 28 de fevereiro, que teve como alvo o alto comando de Teerã. Desde então, o governo de Donald Trump tem reforçado a presença militar no Iraque e em países vizinhos, enquanto o Irã e seus aliados respondem com enxames de drones contra bases e embaixadas.

​Especialistas alertam que o Iraque está sendo transformado no principal campo de batalha desta guerra por procuração. “O ataque à embaixada em Bagdá é uma mensagem clara de que nenhuma instalação, por mais protegida que seja, está fora do alcance das milícias em meio à atual ofensiva contra o eixo iraniano”, avaliam analistas de risco internacional.

Principais desdobramentos nas últimas 24 horas:

  • Destruição de defesas: Relatos indicam que um drone suicida atingiu e inutilizou um sistema de defesa aérea instalado no topo de um dos edifícios da embaixada.
  • Fechamento da Zona Verde: Forças iraquianas bloquearam todos os acessos ao distrito diplomático após as explosões.
  • Retirada de pessoal: O Departamento de Estado dos EUA já havia emitido alertas de segurança de nível 4, ordenando a saída de funcionários não essenciais do Iraque e de outros países do Golfo no início deste mês.

​A Casa Branca e o Pentágono ainda não emitiram um comunicado oficial detalhando a resposta militar ao ataque desta madrugada, mas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou recentemente que as operações contra grupos pró-Irã devem ser intensificadas nas próximas semanas.

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