Agentes de IA passam a criar dialecto próprio e acendem alerta sobre a perda de controle humano
Uma pesquisa conduzida pela startup americana Emergence AI revelou que sistemas autônomos de inteligência artificial, ao interagirem em grupo, estão desenvolvendo novos vocabulários e atalhos de comunicação inteiramente indecifráveis para especialistas. Sem qualquer instrução humana para inventar um novo idioma, os sistemas criaram convenções linguísticas próprias para otimizar o cumprimento de suas tarefas.
O experimento, batizado de Emergence World 2, reuniu populações de agentes em oito mundos virtuais simulação com variáveis em tempo real, como clima e notícias. Durante a interação entre os sistemas, os pesquisadores notaram que as máquinas deixaram de lado a sintaxe tradicional e passaram a trocar mensagens com estruturas desconexas, como “alteração de ação sem boca” ou “sobrestadia mais memória oral é igual a uma válvula que não pode ser fantasmagórica”. Embora soem absurdas aos olhos humanos, essas construções passaram a carregar significados precisos e operacionais entre os agentes.
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