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Flávio Bolsonaro amplia exigências para abrir sigilos após sinal verde de Lula

Flávio Bolsonaro amplia exigências para abrir sigilos após sinal verde de Lula

​A reta final da campanha presidencial para o segundo turno tomou novos rumos com a acirrada troca de acusações e petições protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a transparência das contas dos candidatos.

​Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizar na Justiça Eleitoral que aceitaria liberar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos — condicionando a medida ao mesmo gesto por parte do adversário e de seus familiares —, o senador Flávio Bolsonaro (PL) respondeu elevando o tom e impondo um pacote de 19 condições para aceitar a proposta.

​O “desafio dos sigilos” e a reação no TSE

​A discussão ganhou tração durante o debate promovido no último domingo (18) e desdobrou-se em petições oficiais no TSE. A equipe jurídica do presidente Lula acionou a Corte confirmando disponibilidade para abrir registros próprios e de familiares (como Janja, Lulinha e demais filhos), exigindo reciprocidade em relação a Flávio, Jair Bolsonaro, irmãos e empresas vinculadas.

​Em petição endereçada ao ministro André Mendonça, Flávio Bolsonaro rebateu afirmando que está disposto a liberar dados dos últimos 20 anos, mas exigiu contrapartidas que ampliam o alcance da checagem para além das contas pessoais.

​Entre as 19 exigências apresentadas pelo candidato do PL, destacam-se:

  • ​Quebra de sigilos de terceiros: abertura de dados telefônicos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro (“Marcola”) e do irmão de Lula, Frei Chico (Sindicato Nacional dos Aposentados);
  • ​Abertura da “caixa-preta” governamental: liberação detalhada dos gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023;
  • ​Registros e agendas: divulgação das entradas do Palácio do Planalto e do Alvorada, histórico de voos da FAB e a agenda oficial da primeira-dama Rosângela da Silva (Janja);
  • ​Movimentações institucionais: prestação de contas do Instituto Lula e detalhes de encontros mantidos pelo governo com empresários e investidores citados na campanha.

​Repercussão entre as campanhas

​O vice-presidente Geraldo Alckmin e o coordenador de campanha do PT, Camilo Santana, criticaram a postura de Flávio, avaliando que as 19 exigências seriam uma manobra para inviabilizar a abertura dos dados e evitar o cumprimento da promessa pública. Ainda assim, a articulação petista afirmou que aceita responder ao desafio e encaminhar as concordâncias ao TSE.

​Por outro lado, em agendas de rua realizadas em São Paulo e no Ceará, Flávio sustentou que sua vida pública “é um livro aberto” e acusou o adversário de lançar propostas incompletas sem dar a devida transparência a contratos e agendas do Executivo.

​A disputa de narrativas sobre a transparência financeira e institucional agora aguarda posicionamento dos ministros do TSE no sprint final antes da votação do segundo turno.

​Como a movimentação junto ao TSE deve ter novos desdobramentos até o dia da votação, gostaria que eu acompanhasse os próximos passos das petições ou preparasse um resumo comparativo das propostas de campanha?


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