A reativação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, marca um passo estratégico para o setor de agronegócio e a soberania industrial brasileira. Após anos de paralisação, a unidade voltou a produzir amônia, componente essencial para a fabricação de fertilizantes e diversos produtos químicos.
A notícia foi celebrada pela deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que destacou o impacto direto da medida na redução da dependência externa. Atualmente, o Brasil importa grande parte dos insumos nitrogenados utilizados em sua produção agrícola, o que deixa o mercado interno vulnerável a oscilações de preços internacionais e conflitos geopolíticos.
O papel estratégico da retomada
A volta da Fafen-PR integra um plano maior da Petrobras para fortalecer o setor de fertilizantes no país. A unidade havia sido hibernada em 2020, durante a gestão anterior, sob a justificativa de falta de rentabilidade. No entanto, o cenário global recente — marcado pela guerra na Ucrânia e crises na cadeia de suprimentos — evidenciou a necessidade de produção doméstica.
Principais benefícios da reativação:
- Redução do “Custo Brasil”: Menor dependência do dólar para a compra de insumos básicos.
- Geração de Empregos: A planta reaquece a economia local com centenas de postos de trabalho diretos e indiretos.
- Segurança Alimentar: Fertilizantes mais acessíveis garantem maior estabilidade nos custos de produção de alimentos.
Desdobramentos e investimentos
De acordo com informações recentes, a Petrobras não planeja parar apenas na amônia. O cronograma de retomada prevê a normalização completa da produção de ureia e do Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), utilizado para reduzir a emissão de poluentes em veículos movidos a diesel.
“A reabertura da Fafen é uma vitória do desenvolvimento nacional. Significa menos importação e mais soberania para o nosso campo”, afirmou Gleisi Hoffmann em suas redes sociais.
A estatal também avalia novos investimentos em tecnologia para tornar a planta mais eficiente e ambientalmente sustentável, alinhando-se às metas de descarbonização da companhia. Com a Fafen-PR operando em plena capacidade, o Paraná se consolida novamente como um polo vital para a logística e suprimento do agronegócio brasileiro.




