Trump diz que atirador de jantar em Washington tinha manifesto anticristão


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o homem preso após o ataque durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no último sábado (25), agiu motivado por ódio religioso. Segundo Trump, o suspeito, identificado como Cole Allen, de 31 anos, escreveu um manifesto com teor “anticristão” e apresentava um comportamento perturbado que já havia sido sinalizado por seus próprios familiares.
O incidente ocorreu no tradicional hotel Washington Hilton, na capital americana, o mesmo local onde o ex-presidente Ronald Reagan sofreu um atentado em 1981. Trump estava acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, e de membros do alto escalão do governo, incluindo o vice-presidente JD Vance, quando o atirador tentou invadir o salão de gala.
Detalhes do ataque e o manifesto
De acordo com o presidente, a irmã do suspeito teria alertado as autoridades policiais sobre o comportamento instável de Allen pouco antes do atentado. “Este cara é um doente. Quando você lê o manifesto dele, ele odeia cristãos”, declarou Trump em entrevista à Fox News. O FBI e o Departamento de Justiça confirmaram que Allen, residente da Califórnia, carregava consigo uma espingarda, uma pistola e facas, além de ter publicado retórica agressiva contra o governo e contra a fé cristã em redes sociais.
Testemunhas descreveram momentos de pânico no salão de baile, com convidados se escondendo sob as mesas enquanto agentes do Serviço Secreto entravam em confronto com o invasor. O suspeito teria corrido em direção ao perímetro de segurança como um “jogador da NFL”, segundo a descrição do presidente, mas foi contido a poucos metros de entrar no salão principal.
Desdobramentos e segurança
As autoridades federais informaram que Cole Allen viajou de trem de Los Angeles para Washington, passando por Chicago, com o objetivo deliberado de atingir membros da administração. Ele agora enfrenta acusações federais de agressão a agentes federais e uso de arma de fogo em crime violento.
Em resposta ao episódio, Trump reforçou seus planos de construir um novo auditório de segurança máxima nos terrenos da Casa Branca, equipado com vidros à prova de balas de alta espessura e sistemas contra drones, visando evitar que eventos oficiais fiquem vulneráveis em hotéis públicos. “Foi uma noite triste, mas também uma noite em que vimos muita união entre democratas e republicanos após o ocorrido”, concluiu o presidente.

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