A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, reagiu formalmente nesta semana contra o empresário Paolo Zampolli, aliado próximo do presidente norte-americano Donald Trump. A parlamentar apresentou um projeto na Câmara dos Deputados para declarar o empresário como persona non grata no Brasil, em resposta a declarações consideradas misóginas e xenofóbicas contra as mulheres brasileiras.
O contexto da polêmica
O conflito escalou após Zampolli, que possui histórico de proximidade com o círculo de Trump, utilizar redes sociais e canais de comunicação para proferir ataques generalizados. Segundo as denúncias, o empresário teria se referido às brasileiras como uma “raça maldita” e afirmado que elas seriam “programadas para criar confusão”.
As falas geraram uma onda de indignação no cenário político brasileiro, sendo interpretadas como um ataque direto à dignidade nacional.
A ofensiva de Gleisi Hoffmann
Para Gleisi, a postura de Zampolli ultrapassa a liberdade de expressão e entra no campo da agressão diplomática e de gênero. A deputada argumenta que:
- As declarações reforçam estereótipos perigosos que alimentam a exploração e o preconceito contra brasileiras no exterior.
- O Brasil não deve tolerar insultos de figuras que, embora ligadas a potências estrangeiras, desrespeitam a soberania e o povo brasileiro.
- O título de persona non grata é um instrumento diplomático para sinalizar que a presença do indivíduo não é bem-vinda no território nacional devido a condutas incompatíveis com os valores do país.
Repercussões no Congresso
O movimento de Hoffmann busca agora o apoio de bancadas femininas e de comissões de Direitos Humanos e Relações Exteriores.
“Não podemos aceitar que um aliado de qualquer líder mundial sinta-se à vontade para destilar ódio e misoginia contra as mulheres do nosso país. É uma questão de respeito e de soberania”, afirmou a deputada em suas redes.
Até o momento, a assessoria de Paolo Zampolli não emitiu um comunicado oficial sobre o projeto de lei protocolado no Brasil. O caso segue sob análise das comissões temáticas da Câmara, onde deve enfrentar debates acalorados entre a base governista e membros da oposição.




