Presidente do Novo evita comentar áudio de ex-secretária de Ponta Grossa sobre uso de servidores em campanha e cita Conselho de Ética

​O presidente nacional do partido Novo, Eduardo Ribeiro, evitou dar detalhes ou emitir juízo de valor direto sobre o recente escândalo envolvendo um áudio vazado da ex-secretária de Ponta Grossa, Tayssa Tomita. No registro, a ex-gestora sugeria a utilização de servidores públicos para fins de campanha eleitoral, prática vedada pela legislação brasileira. Ao ser questionado sobre o posicionamento da sigla diante das evidências, Ribeiro limitou-se a afirmar que o “caso está no Conselho de Ética” do partido.

​A declaração ocorreu durante uma agenda oficial em que o partido busca consolidar candidaturas para as próximas eleições. A postura cautelosa de Eduardo Ribeiro reflete a tentativa do Novo de preservar sua imagem de “intransigência com a velha política” e com o uso da máquina pública, enquanto lida internamente com as repercussões negativas do áudio.

Entenda o caso

O áudio, que circulou amplamente nos bastidores políticos de Ponta Grossa e na imprensa estadual, mostra Tayssa Tomita, então figura de confiança na gestão municipal e ligada ao partido, discutindo estratégias que envolveriam o engajamento de funcionários da administração direta na estrutura de campanha. A fala gerou reações imediatas da oposição e de órgãos de controle, que veem indícios de improbidade administrativa e abuso de poder político.

Desdobramentos e investigação

Dentro do Novo, o Conselho de Ética e Disciplina é o órgão responsável por avaliar se houve violação dos estatutos e princípios da legenda. As punições podem variar desde uma advertência até a expulsão definitiva dos quadros partidários.

​Além do processo interno, o Ministério Público Eleitoral monitora os desdobramentos para verificar se as intenções registradas no áudio foram efetivamente colocadas em prática ou se a mera articulação configura crime eleitoral.

​Até o momento, a defesa da ex-secretária não emitiu novas notas sobre a fala de Ribeiro, mantendo a linha de que os fatos estão sendo esclarecidos nas instâncias competentes. O partido Novo, por sua vez, reforça que não tolera desvios de conduta, mas que respeitará o rito de defesa no processo disciplinar.

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