O deputado estadual Requião Filho (PDT) utilizou suas redes sociais nesta semana para manifestar um duro posicionamento contra o atual sistema de concessões rodoviárias no estado. Em publicação direta, o parlamentar classificou a situação como “um absurdo” e afirmou que o modelo de cobrança está prejudicando diretamente os paranaenses.
A crítica ocorre em um momento estratégico: a partir do dia 4 de maio de 2026, novas praças de pedágio começam a operar efetivamente com cobrança de tarifa em importantes eixos logísticos, como o Lote 4, administrado pela EPR Paraná.
Os pontos centrais da crítica
O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) sustenta que o modelo adotado, apesar de prometido como “mais barato”, mantém falhas estruturais dos contratos anteriores. Entre os principais argumentos apresentados pelo deputado e sua assessoria, destacam-se:
- Tarifas Elevadas: Requião Filho aponta que os valores em praças como Jataizinho (R$ 17,10) e Presidente Castelo Branco (R$ 13,50) oneram o setor produtivo e o cidadão comum.
- Impacto no Campo e Indústria: Segundo o parlamentar, o custo logístico elevado retira a competitividade da indústria paranaense e encarece a produção agrícola.
- Falta de Obras Imediatas: Existe um questionamento sobre o cronograma de duplicações e melhorias, com o receio de que o lucro das concessionárias venha antes dos investimentos reais nas pistas.
O cenário atual das concessões
As rodovias paranaenses estão passando por uma transição para o modelo de Free Flow (pedágio eletrônico) em alguns pontos e a reativação de praças físicas em outros. Atualmente, a EPR Paraná iniciou operações assistidas (educativas) para preparar os motoristas para o início da cobrança oficial em maio.
Tabela de Valores Previstos (Maio 2026)
| Praça de Pedágio | Valor da Tarifa (Veículos Leves) |
|---|---|
| Jataizinho | R$ 17,10 |
| Presidente Castelo Branco | R$ 13,50 |
| Arapongas/Rolândia | R$ 10,50 |
| Mandaguari | R$ 9,90 |
Desdobramentos na Assembleia
A fala de Requião Filho ressoa com ações de outros deputados que, em março e abril deste ano, protocolaram ações populares contra o que chamam de “cobrança indevida” em trechos específicos do oeste e sudoeste. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) tem sido formalmente questionada pela ALEP para explicar os critérios de reajuste e a instalação de novos pórticos de cobrança eletrônica.
Enquanto o governo defende que o modelo garante segurança jurídica e investimentos de longo prazo, a oposição promete intensificar a fiscalização sobre os contratos para evitar que o Paraná “sofra pelas próximas três décadas”, como afirmou o parlamentar em suas recentes declarações.




