O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) oficializou nesta semana o lançamento de uma nova e provocativa representação cartográfica: um mapa-múndi invertido que posiciona o Brasil no centro do mundo e o Sul no topo. A iniciativa, que integra as celebrações dos 90 anos do instituto, busca desafiar a visão eurocêntrica tradicional e destacar o protagonismo do Sul Global.
Diferente das projeções convencionais onde o Norte aparece sempre acima, a nova peça gráfica utiliza a projeção Equal Earth, que preserva as proporções reais das massas de terra. O grande diferencial desta edição, batizada de “Species Richness”, é a camada de dados sobre a biodiversidade, mapeando a riqueza de espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis e peixes ao redor do globo.
Quebra de paradigmas e simbolismo
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o mapa é um convite à reflexão sobre como o país se enxerga em um cenário de rápidas transformações geopolíticas. Segundo o instituto, não existe um “em cima” ou “em baixo” no espaço, e a convenção do Norte no topo é uma herança histórica e cultural.
“Esse mapa serve para melhorar a nossa autoestima e dar oficialidade a uma cartografia que nos coloca como protagonistas, especialmente no debate sobre o futuro do planeta e a preservação ambiental”, destacou Pochmann durante a apresentação.
Detalhes técnicos e disponibilidade
A nova publicação acompanha o lançamento do “Brasil em Números 2025” e já desperta curiosidade pelo impacto visual. Confira os principais pontos:
- Proporções Reais: Ao contrário da Projeção de Mercator, o novo mapa revela que a África é significativamente maior que a Groenlândia, corrigindo distorções históricas.
- Foco Ambiental: As cores e dados inseridos no mapa detalham a concentração de espécies, reforçando a importância estratégica de países megadiversos como o Brasil.
- Acessibilidade: O produto está sendo comercializado na loja virtual do IBGE em dois formatos:
- Modelo A0 (Grande): R$ 90,00
- Modelo A3 (Médio): R$ 25,00
O lançamento ocorre em um momento estratégico para a diplomacia brasileira, coincidindo com a presidência do Brasil no G20 e a proximidade da COP 30, que será realizada em Belém, consolidando a imagem do país como peça central nas decisões globais sobre clima e economia.




