Advogada Júlia Gobbo Amorim é demitida da OAB-ES após publicar vídeo ameaçando colegas simpatizantes do governo Lula
Em um caso que provocou forte repercussão nas redes sociais e na comunidade jurídica, a advogada Júlia Gobbo Amorim foi demitida de suas funções na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES). A decisão da entidade ocorreu após a profissional publicar um vídeo gravado no próprio ambiente de trabalho, no qual proferia ofensas e ameaças diretas de perseguição contra colegas de trabalho que simpatizam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido.
Na gravação, a advogada afirmava que havia um número elevado de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) na instituição, acusando-os de não cumprirem com suas obrigações de trabalho e prometendo prejudicá-los intencionalmente devido às suas posições políticas. “Se depender de mim, eu vou dificultar a vida dessas pessoas”, declarou abertamente na publicação.
A reação da OAB do Espírito Santo foi imediata. A instituição anunciou o desligamento sumário da advogada e divulgou posicionamento repudiando de forma veemente as declarações ofensivas. A seccional reiterou seu caráter apartidário e institucional, ressaltando o compromisso com a defesa da democracia, do Estado Democrático de Direito e o repúdio absoluto a qualquer forma de discriminação, assédio ou perseguição motivada por convicções político-partidárias.
Diante do desgaste e do forte repúdio público, Júlia Gobbo Amorim desativou sua conta na rede social Instagram. O episódio reacendeu o debate sobre o respeito às liberdades individuais e a ética profissional no ambiente corporativo e público, trazendo especial gravidade ao fato de ter sido protagonizado por uma profissional do Direito, classe responsável constitucionalmente por resguardar a igualdade e a liberdade de expressão e de pensamento no país.
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