A Apple oficializou um processo judicial contra a OpenAI, criadora do ChatGPT, em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia. A fabricante do iPhone acusa a startup de inteligência artificial de orquestrar uma campanha coordenada e institucional para roubar segredos comerciais e dados confidenciais de hardware. O objetivo da OpenAI, segundo a denúncia, seria acelerar o desenvolvimento de seus próprios dispositivos físicos voltados ao consumidor.
O embate jurídico marca uma reviravolta drástica e imediata na relação entre as duas gigantes da tecnologia, que haviam anunciado uma parceria estratégica em 2024 para integrar os recursos do ChatGPT diretamente ao ecossistema do iOS e à assistente virtual Siri.
Detalhes e os principais envolvidos na acusação
A petição de 41 páginas apresentada pela Apple detalha um suposto esquema de espionagem corporativa e aliciamento de talentos. De acordo com o processo, cerca de 400 atuais funcionários da OpenAI são ex-colaboradores da Apple. A queixa foca especificamente em duas figuras centrais que fizeram essa transição:
- Tang Yew Tan: Ex-vice-presidente de design de produtos do iPhone e do Apple Watch, que assumiu o cargo de diretor de hardware na OpenAI. Ele é acusado de usar codinomes internos e ultra-secretos de projetos da Apple para sondar candidatos em entrevistas de emprego, exigindo que eles levassem “peças reais” e componentes físicos para as sabatinas (uma prática apelidada internamente de “show and tell”).
- Chang Liu: Engenheiro sênior de sistemas elétricos que migrou para a OpenAI no início do ano. A Apple afirma que Liu se aproveitou de uma falha rara de autenticação na rede interna da empresa para burlar a segurança e baixar dezenas de arquivos confidenciais sobre componentes de hardware antes de sair.
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