Lula e Flávio Bolsonaro disputam liderança nas pesquisas eleitorais com cenário de polarização e empate técnico

​O cenário político rumo à sucessão presidencial segue marcado por uma intensa polarização. Ao longo das últimas semanas, levantamentos de diferentes institutos de pesquisa mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança das intenções de voto, alternando posições e refletindo um eleitorado dividido.

​De acordo com a pesquisa mais recente do instituto Gerp, os dois principais nomes aparecem em situação de empate técnico num cenário de primeiro turno, ambos registrando 36% das intenções de voto. O levantamento testou ainda outras alternativas da oposição: quando o nome de Flávio Bolsonaro é substituído por outros integrantes do campo conservador, como Rogério Marinho, Damares Alves ou o Astronauta Marcos Pontes, a vantagem do atual presidente se amplia significativamente, consolidando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal ativo eleitoral da direita no momento.

​Por outro lado, o levantamento Genial/Quaest detalhou simulações de um eventual segundo turno, no qual Lula conseguiu abrir uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o parlamentar, registrando 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro. Analistas apontam que a oscilação a favor do petista nesse cenário foi impulsionada pela recuperação de espaço entre eleitores independentes, além do desgaste sofrido por Flávio nas semanas anteriores devido às repercussões do “caso Master” e de discussões em torno de potenciais tarifas econômicas internacionais.

​Paralelamente aos números gerais, recortes ideológicos divulgados pelo Datafolha ajudam a explicar a complexidade desse eleitorado. Os dados revelam que as fronteiras políticas estão mais fluidas do que parecem: cerca de 24% dos eleitores que declaram voto em Lula se autoidentificam com posições de direita ou centro-direita, enquanto 19% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro se posicionam na esquerda ou centro-esquerda. Além disso, temas de convergência — como o apoio a punições severas para infrações juvenis e o socorro estatal a grandes empresas nacionais em crise — unem maiorias significativas dentro de ambos os eleitorados.


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