Assassinos de policiais e militares serão isolados em presídios federais de segurança máxima

Em uma resposta direta ao clamor por maior proteção aos agentes de segurança, o Congresso Nacional aprovou em abril de 2026 o PL 5.391/2020. O texto, que agora segue para sanção presidencial, estabelece que criminosos — condenados ou provisórios — que cometerem homicídios contra policiais, militares das Forças Armadas e outros integrantes do sistema de segurança pública sejam obrigatoriamente recolhidos, de forma preferencial, em estabelecimentos penais federais de segurança máxima.
A medida representa um endurecimento significativo na legislação penal brasileira e foca em isolar indivíduos de alta periculosidade que atentam contra o braço armado do Estado.

Endurecimento no regime disciplinar

Além da transferência para o sistema federal, o projeto altera a Lei de Execução Penal (LEP) para incluir automaticamente esses detentos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). As principais mudanças incluem:

  • Isolamento Rigoroso: O RDD prevê celas individuais e restrição severa de visitas e contatos externos.
  • Decisão Liminar: Uma inovação do projeto permite que o juiz decida de forma liminar (imediata) sobre a inclusão do preso no regime disciplinar rígido, sem necessidade de aguardar manifestação prévia da defesa, que será ouvida posteriormente.
  • Sem Progressão no RDD: Enquanto estiver sob este regime, o preso fica impedido de obter progressão de regime ou livramento condicional.

Alcance da medida

A nova regra não se restringe apenas a quem mata policiais civis e militares. O texto abrange ataques contra:

  • Integrantes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) em serviço;
  • Agentes da Força Nacional de Segurança Pública;
  • Policiais Rodoviários Federais, Policiais Penais e guardas municipais;
  • Parentes consanguíneos até o terceiro grau dessas autoridades, quando o crime for motivado pela função exercida pelo agente.

Contexto Legislativo

O projeto, que teve entre seus entusiastas nomes como o deputado Carlos Jordy e recebeu emendas cruciais de senadores como Sergio Moro e Flávio Bolsonaro, busca desarticular a influência de facções criminosas sobre ataques a servidores públicos.
Para especialistas, o envio desses presos ao sistema federal visa evitar que criminosos continuem exercendo liderança dentro de presídios estaduais, onde o controle costuma ser menos rigoroso que nas unidades geridas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Status atual: O projeto foi enviado à Presidência da República em 17 de abril de 2026 e aguarda a assinatura final para entrar em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União.

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