Curitiba presenciou uma grande mobilização política em defesa do parlamentar Renato Freitas (PT). Um ato público reuniu cerca de duas mil pessoas no centro da capital paranaense para protestar contra as tentativas de cassação de seu mandato político. O evento serviu como demonstração de força da militância e de movimentos sociais que denunciam o caráter político e de perseguição ideológica nos processos enfrentados pelo parlamentar.
A manifestação ocorre em um contexto de forte tensionamento no cenário político estadual. Historicamente marcado por processos disciplinares polêmicos — como o emblemático caso em que foi cassado pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) por quebra de decoro parlamentar após um protesto em frente e no interior da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, decisão que posteriormente foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) —, Freitas agora enfrenta novos e decisivos embates, desta vez no âmbito da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
As atualizações mais recentes mostram que a pressão institucional sobre o deputado se intensificou significativamente. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep confirmou o parecer do Conselho de Ética que recomenda a perda de mandato de Renato Freitas. As representações atuais contra ele envolvem episódios de suposta quebra de decoro, como uma briga com um manobrista no centro da capital e sua atuação durante manifestações de protesto em um supermercado local.
Embora a defesa do parlamentar sustente que as acusações são infundadas e que suas reações foram em legítima defesa ou no estrito exercício de liderança social, o comitê de ética avançou com as punições. Com o aval recente da CCJ, cabe agora ao Conselho de Ética elaborar o Projeto de Resolução definitivo, que será encaminhado à Mesa Executiva para inclusão na pauta de votação do Plenário. A palavra final caberá aos 54 deputados estaduais, que decidirão se Freitas perderá ou manterá sua cadeira no legislativo paranaense.









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