A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, voltou a subir o tom contra o senador Sergio Moro (PL-PR), cobrando explicações do ex-juiz da Operação Lava Jato sobre o que chamou de “ligações perigosas” de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio de Janeiro. A ofensiva petista ocorre em meio ao acirramento dos bastidores políticos, com foco na consolidação das pré-candidaturas para as próximas eleições no Paraná, onde os caminhos dos principais envolvidos se cruzam diretamente nas urnas.
Gleisi criticou a postura de Moro por sua proximidade com a família Bolsonaro, apontando uma suposta contradição no discurso anticorrupção do ex-magistrado. Segundo a deputada, Moro silencia diante das suspeitas que historicamente cercam o senador fluminense no Rio de Janeiro, incluindo as investigações sobre o esquema de “rachadinhas” e supostas relações com milicianos no estado. Em declarações recentes, a parlamentar chegou a classificar Moro como uma “biruta de aeroporto” e “juiz ladrão”, argumentando que sua entrada na política e o posterior alinhamento ao clã Bolsonaro expõem que a Lava Jato sempre fez parte de um projeto de poder.
Últimas novidades e desdobramentos do embate
O clima entre os dois líderes paranaenses esquentou ainda mais nas últimas semanas, após o lançamento oficial da pré-candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado pelo Paraná. O ato da deputada visa consolidar uma frente progressista no estado para enfrentar diretamente os palanques da extrema direita, representados regionalmente por Sergio Moro e pelo próprio grupo de Flávio Bolsonaro, que busca forte influência nas articulações locais.
Além disso, a bancada governista e a presidência do PT ampliaram as pressões de forma institucional. Gleisi cobrou publicamente a quebra de sigilos de Flávio Bolsonaro após a eclosão do caso envolvendo áudios do Intercept Brasil sobre o Banco Master e aportes financeiros suspeitos. A investida foi usada pela petista para questionar a omissão de Sergio Moro, cobrando se o ex-juiz manteria o apoio ao aliado diante das novas suspeitas de fraudes financeiras e articulações de bastidores.
O contra-ataque de Sergio Moro
O senador Sergio Moro rebateu firmemente as acusações de Gleisi Hoffmann. Em entrevistas recentes e postagens nas redes sociais, o parlamentar afirmou que as declarações da petista refletem um “fetiche do PT por corrupção” e uma tentativa de reescrever a história da Lava Jato com mentiras.
Moro ironizou a mobilização do PT no Paraná, afirmando que o partido teve dificuldades para encher seus eventos de pré-campanha. O senador também se defendeu das críticas sobre sua proximidade com Flávio Bolsonaro, alegando que assinou os pedidos de instalação de CPIs para investigar as irregularidades financeiras recentes e que o PL também apoia as investigações. Moro assegurou que seu grupo político atuará como uma “fortaleza” no Paraná para bloquear o avanço das pretensões eleitorais do PT no estado.









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