Auditoria no Rio de Janeiro aponta que até 78% dos servidores eram fantasmas em órgãos avaliados

​Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (CGE-RJ) revelou um cenário alarmante na administração pública fluminense. De acordo com os dados divulgados pelo governo interino, quatro em cada dez funcionários de determinadas secretarias não compareciam ao trabalho. Em alguns dos órgãos apurados até o momento, o índice de “funcionários fantasmas” chegou a impressionantes 78%.

​A investigação é considerada inicial, visto que a fiscalização passou por apenas 20 dos 78 órgãos totais do estado. Mesmo com o escopo limitado, o impacto financeiro e administrativo desvelado pelo relatório já acendeu o alerta máximo na gestão pública.

​Prejuízo milionário e novas demissões no radar

​Os desdobramentos da auditoria mostram que o esquema gerava um rombo massivo nos cofres fluminenses. Os funcionários fictícios que já foram exonerados custavam, mensalmente, R$ 16,7 milhões ao Estado do Rio de Janeiro.

​Com a continuidade do processo de fiscalização nas demais secretarias e autarquias que ainda não foram auditadas, o governo projeta um cenário de cortes ainda mais severo. Estima-se que, pelo menos, mais 2 mil demissões de servidores irregulares possam acontecer ao longo dos próximos meses, à medida que a CGE avance com o cruzamento de dados e a verificação diária de assiduidade.

Impacto financeiro: A economia gerada com as primeiras exonerações deve ser redirecionada para áreas críticas do estado, que enfrenta desafios fiscais históricos.

​O governo interino informou que os relatórios serão encaminhados aos órgãos de controle e ao Ministério Público para que as responsabilidades reias sejam apuradas, buscando não apenas a interrupção dos pagamentos ilegais, mas também o ressarcimento dos valores desviados.


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