O sonho de acompanhar de perto a Copa do Mundo de 2026 transformou-se em frustração para a enfermeira Raphaela Coiado, de 24 anos. Após ser contemplada com uma viagem com tudo pago para o torneio nos Estados Unidos por meio de uma promoção da Coca-Cola, ela e sua família tiveram os vistos americanos negados pelo consulado do Rio de Janeiro. Diante do impedimento de viajar, o casal optou por vender o prêmio por R$ 25 mil.
Raphaela e o marido planejavam desfrutar da experiência ao lado de outros quatro familiares. Para tentar viabilizar a ida do grupo, eles investiram aproximadamente R$ 5 mil em taxas consulares, documentações, deslocamentos e assessoria especializada para o processo de solicitação do visto. Durante a entrevista, os familiares responderam a questionamentos de praxe, incluindo grau de parentesco, profissão, renda e o roteiro detalhado da viagem. Apesar de possuírem o prêmio oficial documentado, todos os seis integrantes tiveram o pedido recusado.
Como é padrão na política de imigração dos Estados Unidos, o consulado americano não forneceu uma justificativa detalhada para as recusas, entregando apenas a folha padrão com a negativa. A família chegou a cogitar uma nova tentativa antes do início da competição, mas desistiu devido ao desgaste emocional e ao risco de acumular ainda mais prejuízos financeiros.
Para os contemplados, o impacto emocional superou as perdas financeiras. “Nenhum dinheiro no mundo compra a experiência que a gente viveria”, lamentou a enfermeira, afirmando que devolveria de imediato o valor da venda do prêmio caso o visto fosse concedido. A frustração expõe os desafios adicionais enfrentados por torcedores brasileiros que tentam viajar para grandes eventos esportivos em solo americano devido ao rigoroso processo de triagem consular.
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