Comando militar do Irã afirma ter fechado Estreito de Ormuz, mas vice-presidente dos EUA nega bloqueio

​Uma nova escalada de tensão tomou conta do Oriente Médio. O comando militar da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o escoamento de petróleo. O regime de Teerã justifica a medida alegando “flagrantes violações” do acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e a continuidade de operações militares de Israel no sul do Líbano.

​Apesar do forte pronunciamento iraniano, o governo norte-americano agiu rapidamente para conter o pânico nos mercados internacionais. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, desmentiu oficialmente o bloqueio, afirmando que o tráfego de embarcações segue normal na região.

​As versões em conflito

​A divergência de narrativas entre as duas potências expõe a fragilidade dos recentes esforços diplomáticos conduzidos pelas partes.

  • O lado do Irã: A justificativa das forças armadas iranianas para interromper a passagem de navios se baseia na alegação de descumprimento das cláusulas do armistício por Washington e nos bombardeios recentes ao Líbano. Segundo Teerã, a segurança de qualquer embarcação que se aproxime da zona restrita está sob risco.
  • O lado dos EUA: Em entrevista à imprensa internacional, JD Vance garantiu que “não há evidências” de qualquer obstrução física ou militar no estreito. O Comando Central dos EUA reforçou que o monitoramento em tempo real mostra, inclusive, um fluxo regular e seguro de petroleiros na região.

​O impacto no acordo diplomático

​O suposto fechamento ocorre em um momento crítico. Há poucos dias, Washington e Teerã haviam assinado um memorando de entendimento preliminar que estipulava um período de 60 dias para negociações de paz definitivas e a estabilização do mercado de energia.

O que está em jogo: O sucesso desse pacto depende diretamente do alívio mútuo de sanções econômicas e da garantia de livre navegação pelo Estreito de Ormuz. Um bloqueio real poderia disparar novamente o preço global do barril de petróleo.

​Próximos passos

​Mesmo diante do clima de incerteza, os canais diplomáticos permanecem abertos. Representantes norte-americanos já se encontram na Suíça para dar andamento aos aspectos técnicos e tentar selar as bases de um acordo nuclear e de segurança de longo prazo que traga estabilidade duradoura para a região.


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