O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,25% ao ano. A deliberação unânime confirmou as projeções majoritárias do mercado financeiro, que já esperavam a manutenção de um ritmo moderado de flexibilização monetária. Este movimento marca o terceiro recuo consecutivo da taxa de juros no país.
Após passar o segundo semestre do ano anterior estabilizada no patamar de 15% ao ano — o maior nível em quase duas décadas —, a taxa Selic iniciou sua trajetória de declínio nas primeiras reuniões do comitê. As reduções graduais anteriores levaram os juros a passarem por 14,75% e 14,50%, até alcançarem o patamar atual.
Apesar da sequência de cortes que visa dar fôlego à atividade econômica e baratear progressivamente o crédito para os consumidores e o setor produtivo, o Banco Central adotou um tom de cautela em seu comunicado oficial. A autoridade monetária optou por deixar os próximos passos em aberto, destacando que o cenário externo permanece repleto de incertezas, puxado especialmente pela instabilidade e pelos desdobramentos dos conflitos geopolíticos em curso no Oriente Médio, que impactam diretamente os preços globais de combustíveis e alimentos.
De acordo com o Copom, as trajetórias futuras dependem estritamente da convergência da inflação em direção às metas estabelecidas. O colegiado indicou que a restrição acumulada pela política monetária atual ainda se faz necessária para assegurar o controle dos preços no horizonte relevante, permitindo diferentes caminhos para os juros conforme os agregados macroeconômicos se comportem nos próximos meses.
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