A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Wanessa Santana Martins Vieira, teve seu afastamento das funções renovado por mais 30 dias. A medida, que passa a valer a partir da segunda quinzena de julho de 2026, foi oficializada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais após aprovação e deferimento pelo Hospital da Polícia Civil. Este é o quarto atestado médico concedido em sequência à servidora desde que foi instaurada a investigação contra ela.
Wanessa Vieira e o marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, respondem a inquérito por crime de peculato — apuração iniciada após a verificação de uso indevido de patrimônio público para finalidades particulares.
Relembre o caso
O episódio ocorreu em 10 de março deste ano, quando uma operação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, motivada por denúncias anônimas encaminhadas à Ouvidoria, interceptou o advogado Renan Rachid na Avenida Antônio Carlos, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele conduzia um veículo descaracterizado da frota oficial (um Toyota Corolla) sem a companhia de qualquer agente policial e no tráfego exclusivo do Move.
Ao ser abordado, Renan apresentou sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diante do fato de não possuir qualquer vínculo com a administração pública nem autorização para utilizar a viatura oficial, ele foi detido em flagrante. No mesmo dia, a equipe corregedora dirigiu-se à residência da delegada Wanessa Vieira, lotada em São José da Lapa, efetuando também sua prisão em flagrante.
Ambos tiveram a prisão ratificada pela Polícia Civil, mas foram colocados em liberdade provisória no dia seguinte, mediante o pagamento de fiança fixada em R$ 5.673,50 para cada um, além do cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
Trâmites administrativos
A delegada está afastada de suas atividades funcionais desde o dia 12 de março, data em que apresentou o primeiro atestado de saúde. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, as renovações das licenças médicas ocorrem conforme as previsões legais da legislação estadual e passam por perícia perante a junta médica competente. O processo administrativo promovido pela Corregedoria segue em andamento para apurar as responsabilidades e eventuais sanções disciplinares.
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