Genebra, Suíça — Em um desdobramento que redefine a geopolítica global, os Estados Unidos e o Irã alcançaram um acordo de paz histórico para encerrar o conflito militar no Oriente Médio. O anúncio oficial foi realizado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — que atuou como mediador central nas tratativas junto ao Catar e à Arábia Saudita —, e prontamente confirmado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.
A cerimônia formal para a assinatura do tratado está marcada para a próxima sexta-feira, 19 de junho, em território suíço.
O anúncio e a reabertura de ormuz
A confirmação do entendimento mútuo veio a público por meio de declarações oficiais nas redes sociais. O presidente Donald Trump celebrou o desfecho enfatizando o impacto econômico imediato da decisão:
”O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos. Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir.”
A agência estatal iraniana IRNA também ratificou o sucesso das negociações, embora a mídia local tenha classificado o recuo estratégico de Washington como uma vitória de Teerã.
Impacto imediato nos mercados e os termos do acordo
A sinalização de estabilidade na região provocou um alívio instantâneo na economia global. Logo após a divulgação do pacto, os contratos futuros de Nova York registraram alta, enquanto o preço do barril de petróleo apresentou uma queda expressiva de cerca de 4%, impulsionada pela perspectiva de normalização no fluxo de abastecimento mundial.
De acordo com fontes diplomáticas e os mediadores internacionais, os principais pontos do memorando de entendimento incluem:
- Cessar-fogo imediato: Interrupção permanente das operações militares em todas as frentes de combate, abrangendo também o Líbano.
- Fim do bloqueio naval: A Marinha dos EUA iniciará a retirada do cerco aos portos iranianos.
- Janela de negociação de 60 dias: O acordo estabelece um período de trégua formalizada para que as partes discutam os detalhes técnicos mais complexos, incluindo o programa nuclear iraniano e a repatriação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados no exterior.
Reações internacionais
A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de seu secretário-geral António Guterres, elogiou o avanço e pediu que ambos os países capitalizem o momento para estabelecer uma resolução definitiva e duradoura. Lideranças europeias, como o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, celebraram a restauração da livre navegação na região, mas reforçaram a postura de que as futuras discussões técnicas devem garantir rigorosamente que o Irã não desenvolva armamentos nucleares.
O texto completo do tratado e as diretrizes detalhadas de transição deverão ser publicados logo após a solenidade oficial de sexta-feira.
📸 Reuters/Dado Ruvic/Ilustração
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