Exoneração de servidora após crítica a Flávio Bolsonaro gera repercussão nas redes
A servidora pública e militante dos direitos das pessoas com deficiência, Silvana Gimenes, foi exonerada do governo estadual de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas, apenas dois dias após ter feito publicações críticas ao senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
O estopim para a controvérsia foi uma manifestação de Silvana ao condenar publicamente o uso do termo “nove dedos”, utilizado por Flávio Bolsonaro para se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como defensora dos direitos das pessoas com deficiência, a servidora pontuou que o uso de características ou limitações físicas como forma de pecha ou ataque político configura capacitismo, uma forma de preconceito que deve ser combatida na sociedade e no meio político.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado pouco tempo após as declarações, o que levantou questionamentos entre militantes e parlamentares da oposição sobre a motivação da demissão. Críticos e apoiadores da servidora apontam retaliação política devido ao alinhamento entre a gestão estadual paulista e a família Bolsonaro, enquanto a administração estadual costuma alegar que cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração.
O episódio recolocou no centro do debate público a discussão sobre o capacitismo na linguagem de figuras políticas e os limites da liberdade de expressão de servidores públicos ocupantes de cargos comissionados.
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