A Copa do Mundo de 2026 não movimentará apenas as seleções dentro de campo. Os clubes também serão beneficiados financeiramente por cederem atletas para a principal competição do futebol mundial. Por meio do Programa de Benefícios aos Clubes (CBP, na sigla em inglês), a Fifa confirmou os detalhes da distribuição dos valores que serão repassados às equipes que tiveram jogadores convocados para o torneio.
A grande novidade desta edição é um aumento histórico no orçamento e uma mudança importante no formato de repasse. Ao todo, a entidade máxima do futebol distribuirá o montante recorde de US$ 355 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão na cotação atual). O valor representa um salto significativo de quase 70% em comparação aos US$ 209 milhões que foram pagos no Mundial de 2022, no Catar.
Inclusão inédita das eliminatórias
Pela primeira vez na história do programa, o dinheiro não será destinado apenas aos clubes que possuem atletas na fase final da competição, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. O fundo milionário foi dividido em duas frentes de alocação para tornar o processo mais inclusivo e global:
- Fase Final: A maior fatia do montante será destinada ao período do torneio propriamente dito, compensando os times durante os meses de junho e julho.
- Fase Eliminatória: Uma verba de US$ 100 milhões foi separada exclusivamente para recompensar as equipes que cederam jogadores ao longo das 905 partidas das Eliminatórias para a Copa.
“A edição ampliada do programa dá um passo além ao reconhecer financeiramente a enorme contribuição que tantos clubes e jogadores em todo o mundo oferecem para a realização tanto das eliminatórias quanto do torneio final”, destacou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Como funciona o pagamento?
Os repasses são fruto de um acordo renovado de colaboração entre a Fifa e a Associação de Clubes Europeus (ECA), mas o benefício se estende a agremiações de todas as confederações do planeta.
O cálculo do pagamento considera o histórico recente do atleta. A compensação é distribuída proporcionalmente entre todos os clubes pelos quais o jogador esteve registrado nos dois anos anteriores à Copa do Mundo. Essa medida garante um retorno financeiro também para times formadores e de menor investimento, que ajudaram no desenvolvimento dos atletas ao longo do ciclo mundialista.









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