Em reunião com diplomatas e representantes estrangeiros realizada nesta terça-feira (21), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a lisura e a segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro. Durante a apresentação, o parlamentar citou alegações que relacionam a tecnologia nacional a fornecedores estrangeiros — narrativas que já haviam sido oficialmente desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Declarações em evento com diplomatas
O episódio ocorreu durante o evento “Debatendo o Brasil”, promovido em parceria com o veículo The Brazilian Report, que reuniu diplomatas de quase 50 países e organizações internacionais.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas brasileiras teriam a mesma origem das máquinas desenvolvidas pela empresa venezuelana Smartmatic, sugerindo supostas vulnerabilidades no processo:
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela […] Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou o senador.
O posicionamento oficial do TSE
Diante da repercussão das declarações, a Justiça Eleitoral reiterou seus esclarecimentos sobre o projeto do sistema de votação do país:
- Projeto 100% nacional: O TSE esclarece que não utiliza urnas eletrônicas nem softwares fornecidos pela empresa Smartmatic.
- Gestão própria: Todo o ecossistema das urnas eletrônicas brasileiras foi totalmente idealizado, desenvolvido e gerido pela própria Justiça Eleitoral.
- Auditoria e transparência: O sistema passa por sucessivos Testes Públicos de Segurança (TPS) e auditorias de órgãos fiscalizadores, partidos políticos e entidades independentes antes de cada pleito.
Reincidência no discurso
A investida de Flávio Bolsonaro reproduz a linha de questionamentos adotada anteriormente por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Especialistas e órgãos de checagem ressaltam que os apontamentos feitos sobre o sistema não apresentam provas concretas e contrariam os dados e relatórios técnicos consolidados pelas instituições democráticas e auditores independentes do país.
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