Para o governo dos EUA, o plano para a Copa do Mundo em seu território é o equivalente em grandeza a 78 Superbowls. A declaração — feita originalmente por Nick Adams, enviado especial presidencial para o Turismo do governo de Donald Trump — traduz perfeitamente tanto a megalomania comercial quanto o extremo excesso de preocupação com a segurança que os norte-americanos adotaram para este Mundial.
Com a iminência da abertura oficial da competição em solo mexicano e a estreia da seleção dos EUA logo na sequência, em Inglewood, contra o Paraguai, o país transformou suas 11 cidades-sede em verdadeiras fortalezas blindadas. O comitê organizador e as autoridades federais justificam o nível de vigilância inédito devido ao clima de forte tensão geopolítica e conflitos recentes envolvendo o país no exterior.
As medidas para garantir a segurança dos 78 jogos sediados em território americano incluem a criação de um “escudo” tecnológico avançado contra ataques de drones, instalação de zonas de exclusão aérea ao redor dos hotéis das delegações e múltiplos perímetros de checagem biométrica e física antes mesmo de os torcedores se aproximarem dos estádios.
Apesar do tom de hospitalidade e da promessa de injetar bilhões de dólares na economia com o fluxo turístico, o clima de “estilo bélico” nos bastidores gerou debates intensos entre governos locais e a Fifa, evidenciando o imenso desafio logístico de blindar o maior evento esportivo do planeta em uma extensão territorial de dimensões continentais.








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