Governo federal e estados inauguram aceleradores lineares para ampliar tratamento de câncer no interior


O governo federal oficializou nesta segunda-feira (27) a entrega de cinco novos aceleradores lineares destinados ao tratamento de radioterapia em cidades do interior de São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas” e do Novo PAC Saúde, com o objetivo de descentralizar o atendimento oncológico e reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os equipamentos, considerados de última geração, foram destinados às cidades de Presidente Prudente (SP), Anápolis (GO), Jaraguá do Sul (SC), Lajeado (RS) e Teresópolis (RJ). Durante o evento de entrega, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a eficiência da nova tecnologia: cada sessão de tratamento dura entre 10 e 15 minutos e, em média, o ciclo terapêutico do paciente é concluído em apenas 30 dias.
Logística e expansão do atendimento
Além dos aceleradores, o Ministério da Saúde anunciou a aquisição de 3,3 mil veículos para transporte sanitário, que servirão para deslocar pacientes que residem longe dos centros de referência. Em São Paulo, a entrega foi reforçada com 38 novas ambulâncias do SAMU para a região oeste do estado, representando um investimento de R$ 11,8 milhões.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo para 2026 é garantir que todos os estados brasileiros possuam, ao menos, um centro de radioterapia de alta complexidade. “Estamos levando tecnologia de ponta para o interior para que o paciente não precise viajar centenas de quilômetros em busca de cura”, afirmou o ministro.
O impacto do programa Agora Tem Especialistas
O programa, que unifica estratégias anteriores de redução de filas, recebeu um aporte de R$ 3,4 bilhões apenas para 2026. Além da compra de aparelhos, a estratégia utiliza o credenciamento de instituições privadas para complementar a oferta do SUS, focando em especialidades críticas como oncologia, cardiologia e ortopedia.
De acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados em março, o programa já possibilitou a realização de mais de 14 milhões de procedimentos eletivos e cirurgias desde sua reformulação. A meta com os novos aceleradores lineares é eliminar os gargalos da radioterapia, proporcionando tratamentos mais precisos e com menor impacto colateral para os pacientes oncológicos.

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