O avanço global da inteligência artificial tem o potencial de impulsionar a economia brasileira em até US$ 1 trilhão ao longo da próxima década. A estimativa coloca o país em uma posição de destaque para atração de investimentos internacionais no setor tecnológico, impulsionado por suas matrizes de energia limpa e grande disponibilidade de recursos naturais. No entanto, o otimismo em relação à capacidade do país de capturar essa oportunidade encontra um entrave central na condução da política fiscal.
Em análise sobre as perspectivas do ecossistema de inovação e infraestrutura digital, Walter Maciel, CEO da gestora Az Quest, destaca que o Brasil reúne condições únicas para se tornar um polo produtivo para data centers e processamento de dados de alta demanda energética. A convergência entre sustentabilidade e necessidade crescente de capacidade computacional coloca o mercado nacional no radar dos grandes players mundiais de tecnologia.
Apesar desse potencial, a incerteza fiscal e os desafios estruturais das contas públicas surgem como barreiras significativas. O risco associado ao ambiente macroeconômico tende a elevar o custo do capital e a gerar cautela em investidores de longo prazo, essenciais para viabilizar projetos de infraestrutura tecnológica de grande porte. Para que as projeções otimistas se concretizem em aportes reais, especialistas indicam que a sinalização de rigor fiscal e estabilidade regulatória será determinante para consolidar a confiança do mercado internacional no ecossistema brasileiro.
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