Intermediário nos EUA pagou US$ 150 mil por voo de Flávio Bolsonaro, diz dono de empresa aérea
O jato particular utilizado na deslocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos foi contratado e pago por um broker (corretor) do setor de aviação radicado no mercado norte-americano. A revelação foi feita pelo empresário argentino Luis Grande, dono da companhia Baires Fly, em entrevista concedida à agência AFP diretamente da Flórida.
De acordo com Grande, o frete da aeronave custou US$ 150 mil e a transferência financeira partiu de uma conta mantida em uma instituição bancária nos Estados Unidos.
”Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, afirmou o proprietário da Baires Fly, sem revelar a identidade do intermediário ou do contratante final.
Detalhes do trajeto e articulações internacionais
O deslocamento ocorreu em um jatinho Gulfstream G400 (registro LV-JQW) da Baires Fly. A rota incluiu um embarque em Puerto Iguazú, na Argentina — após a travessia terrestre a partir de Brasília —, uma escala técnica em Guayaquil, no Equador, e o desembarque final em Miami. Documentos do voo apontam que o parlamentar embarcou utilizando passaporte italiano.
Relatos publicados pela imprensa internacional indicam que a logística da aeronave envolveu interlocuções com aliados políticos nos EUA. O chefe da Casa Civil argentina, Diego Santilli, informou que não havia alertas ou restrições da Interpol impedindo o trânsito do senador pelo território argentino na ocasião.
A empresa Baires Fly já prestou serviços de fretamento a figuras políticas na região e passou a ser acompanhada por autoridades locais devido ao envolvimento do nome da companhia em apurações recentes sobre contratos no governo argentino.
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