O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou oficialmente sua saída da liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi divulgada pelo próprio parlamentar após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no Palácio da Alvorada.
O afastamento ocorre em comum acordo entre o senador e a Presidência da República, funcionando como uma saída política para diminuir o desgaste do Palácio do Planalto. Na semana passada, Wagner foi um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Durante as buscas em endereços ligados ao parlamentar, a PF chegou a apreender US$ 49 mil em espécie.
Próximos passos e defesa
Em nota publicada em suas redes sociais, Jaques Wagner enfatizou o caráter amigável da conversa com o presidente Lula e definiu quais serão os seus focos a partir de agora:
”Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.”
A defesa do senador já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para anular a operação de busca e apreensão. Wagner reitera que nunca atuou em favor de nenhuma instituição financeira e nega qualquer irregularidade.
Sucessão no Congresso
Com a saída de Wagner, o governo federal agora busca um novo nome para articular seus projetos na Casa. Nos bastidores do Senado, os nomes dos senadores petistas Camilo Santana (CE) e Teresa Leitão (PE) aparecem cotados para assumir o posto de liderança, embora o presidente Lula ainda não tenha batido o martelo sobre o substituto definitivo.
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