Javier Milei decide não viajar aos EUA e assistirá à final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha da residência oficial por superstição

​O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que não viajará aos Estados Unidos para acompanhar presencialmente a grande final da Copa do Mundo contra a Espanha, marcada para este domingo no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A decisão, revelada pelo próprio mandatário em entrevista à rádio argentina El Observador, é motivada por uma forte superstição — a famosa “cábala”, como os argentinos chamam seus rituais de sorte no futebol.

​Milei explicou que pretende manter rigorosamente a rotina que adotou desde o início do torneio para não quebrar o “amuleto” que vem dando certo para a seleção liderada por Lionel Messi. Ele assistirá à partida decisiva diretamente do cinema da residência presidencial de Olivos, em Buenos Aires.

​Além do local escolhido, o presidente revelou um detalhe curioso sobre as suas superstições: ele acompanha os jogos vestindo uma jaqueta grossa da petroleira estatal YPF. Segundo Milei, durante a partida das quartas de final contra a Suíça, ele sentiu muito calor e decidiu retirar a peça de roupa. “Assim que a tirei, marcaram um gol contra nós. Coloquei a jaqueta de novo e não a tirei mais desde então”, confessou o líder argentino, ressaltando que até o aquecimento da residência é mantido desligado para suportar o casaco em pleno inverno sul-americano.

​A postura de Milei contrasta com a de outras lideranças políticas internacionais. Enquanto o presidente argentino prefere ficar em casa em prol da sorte da Albiceleste, a Casa Real espanhola confirmou que o Rei Felipe VI, a Rainha Letizia e suas filhas estarão presentes no estádio norte-americano para apoiar a seleção da Espanha. A Casa Branca também confirmou que o ex-presidente e candidato Donald Trump marcará presença na tribuna do MetLife Stadium.

​Caso o ritual de Milei funcione e a Argentina vença a Espanha, a seleção sul-americana conquistará o quarto título mundial de sua história — consolidando o bicampeonato consecutivo após a conquista de 2022. O mandatário já informou que a Casa Rosada estará totalmente à disposição da delegação caso os jogadores queiram celebrar com o povo, mas garantiu que não pretende transformar um eventual título em um ato político de seu governo.


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