Joaquim Barbosa desiste de pré-candidatura e aprofunda crise do Democracia Cristã

​O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, recuou de suas pretensões eleitorais e anunciou a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC). A decisão, comunicada diretamente ao presidente nacional da sigla, João Caldas, gerou um forte abalo nas estruturas partidárias e reverberou de forma imediata nas lideranças regionais, ampliando de maneira severa a crise interna do partido no estado do Paraná.

​A escolha de Barbosa como o nome da legenda para o Palácio do Planalto havia sido consolidada há poucos meses, quando o partido decidiu substituir de forma abrupta o ex-ministro Aldo Rebelo. À época, a cúpula nacional justificou a troca argumentando que o ex-presidente do STF representava um “fato novo” no cenário eleitoral e uma alternativa viável de combate à corrupção, capaz de herdar votos em meio ao desgaste de outras candidaturas. No entanto, a substituição causou sérios rachas internos e descontentamento entre dirigentes partidários que defendiam a manutenção do projeto anterior.

​Com a saída de Joaquim Barbosa da disputa, o planejamento do Democracia Cristã nacional sofre um duro revés, com repercussões diretas no Paraná. O diretório paranaense, que já enfrentava divergências profundas quanto aos rumos locais e à divisão de palanques, vê seu planejamento para as eleições estaduais fragilizado. Sem um nome de peso no topo da chapa majoritária para puxar votos e dar sustentação aos candidatos a deputado federal e estadual, as divisões internas no estado se acentuaram, deixando o partido em uma situação de isolamento e incerteza política.


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