A atuação política do senador Sergio Moro e do ex-deputado federal Deltan Dallagnol entrou no centro de um intenso debate no Paraná. Conhecidos nacionalmente pela atuação na Operação Lava Jato, ambos vêm sendo cobrados publicamente por opositores e setores da sociedade civil devido a recentes alianças e aproximações políticas com parlamentares e figuras públicas investigadas no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades em emendas parlamentares bilionárias.
Mudança de discurso e cobrança por coerência
Críticos apontam que o posicionamento atual de Moro e Deltan demonstra uma flexibilização do discurso ético que os catapultou à vida pública. Publicações recentes em redes sociais que circulam no estado questionam a proximidade das lideranças com caciques partidários e deputados que estão sob a mira de investigações sobre desvios de recursos públicos e o chamado “balcão de negócios” de verbas federais.
O argumento central da oposição é de que as conveniências eleitorais e partidárias teriam pesado mais do que as antigas bandeiras de combate à corrupção, exigindo do eleitorado paranaense uma cobrança por explicações claras sobre o critério das novas alianças regionais e nacionais.
O outro lado
Interlocutores e apoiadores dos políticos argumentam que a atuação no Congresso e nos bastidores partidários exige diálogo institucional para a aprovação de projetos de interesse do Paraná e do país. Defendem, ainda, que aproximações pontuais para composições de chapas ou votações não significam anuência com eventuais erros de terceiros e que a presunção de inocência deve ser mantida até a conclusão de qualquer investigação.
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