O encerramento da cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, foi marcado por fortes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionadas ao líder norte-americano Donald Trump. O petista reagiu de forma contundente após o presidente dos Estados Unidos afirmar publicamente que o Brasil havia se tornado um país “politicamente perigoso” e mencionar a situação jurídica da família Bolsonaro.
Ao ser questionado por jornalistas no fechamento do evento, Lula ironizou os laços ideológicos entre o colega estrangeiro e a oposição brasileira, destacando que a soberania nacional deve ser preservada acima de simpatias pessoais.
”Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro. Do pai, do filho, do neto. Não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil”, disparou o presidente brasileiro.
Bastidores e o clima tenso no G7
Apesar de terem compartilhado o mesmo espaço durante os três dias de conferência na França, a interação oficial entre os dois mandatários limitou-se a um cumprimento rápido nos corredores e um breve aperto de mãos capturado pelas câmeras. Fora dos microfones oficiais, a tensão ficou evidente. Um áudio gravado pela agência Associated Press registrou Lula desabafando com o presidente da Coreia do Sul, afirmando que não suporta o “comportamento de imperador” do governo americano.
A escalada nos atritos ocorre após decisões recentes de Washington que impactaram diretamente a diplomacia brasileira, conforme resumido no panorama abaixo:
Lula justificou a ausência de uma reunião bilateral formal argumentando que os países já estão em processo de diálogo técnico e que o Brasil não irá se submeter a imposições unilaterais. Com o encerramento da cúpula europeia, a expectativa de analistas políticos se volta para os reflexos que esse embate direto trará para os acordos comerciais previstos para o segundo semestre.
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