Médico Rodrigo Felipe Amparado é denunciado pelo MP-PR após transformar hospital em apartamento e ameaçar servidores

​O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou formalmente o médico Rodrigo Felipe Amparado por uma série de crimes graves cometidos no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no noroeste do estado. Entre as acusações estão ameaça, perseguição, tortura, dano emocional à mulher e peculato. O profissional está preso preventivamente desde o dia 17 de junho na Cadeia Pública de Nova Londrina.

​Entenda o caso

​Segundo as investigações conduzidas pela Promotoria de Justiça da Comarca, o médico instaurou um verdadeiro “regime de arbitrariedades” na instituição de saúde. Testemunhas e funcionários que trabalhavam com o investigado relataram que a rotina no ambiente de trabalho se assemelhava a um “filme de terror”.

​”Todas as pessoas que contrariavam ele eram ameaçadas”, afirmou a promotora de Justiça Marina Campos Corrêa em entrevista à RPC.

​O conflito se intensificou após a posse de uma nova secretária municipal de Saúde, que tentou corrigir as irregularidades na unidade. Em resposta, o médico teria passado a perseguir a gestora, seus familiares e outros servidores públicos com ameaças de morte e de tortura.

​O ‘apartamento’ no centro cirúrgico

​Uma das principais irregularidades descobertas é o fato de o médico ter se apropriado de uma sala que originalmente funcionava como um centro cirúrgico (atualmente desativado). No local, ele montou um quarto particular equipado com:

  • ​Cama de casal;
  • ​Guarda-roupas cheio de pertences pessoais;
  • ​Aparelho de televisão.

​De acordo com o Ministério Público, o espaço era utilizado para uso pessoal de Rodrigo e de sua esposa durante os plantões, enquanto os demais médicos da unidade utilizavam uma sala compartilhada.

​Próximos passos e posicionamento da defesa

​O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) determinou a abertura de uma fiscalização na instituição de saúde para apurar a conduta ética do profissional.

​A defesa do médico Rodrigo Felipe Amparado declarou, por meio de nota oficial, que a prisão preventiva é desproporcional e que as acusações são baseadas em elementos frágeis e contraditórios. Os advogados informaram que já acionaram as medidas judiciais cabíveis e confiam que provarão as inconsistências da denúncia no decorrer do processo legal.


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