O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou formalmente uma denúncia contra o casal proprietário de uma creche clandestina localizada no bairro Tatuquara, em Curitiba. Os dois são acusados de homicídio culposo pela morte de Gael Henry Cunha de Oliveira, um bebê de quatro meses, ocorrida em maio de 2025.
De acordo com o inquérito policial e os detalhamentos da denúncia, a criança morreu por asfixia após se engasgar com leite. O documento aponta que o bebê foi alimentado, colocado para arrotar e depois deixado sozinho em um quarto, sem qualquer supervisão, por cerca de 15 minutos, período em que ocorreu o engasgamento fatal.
Superlotação e histórico de irregularidades
As investigações confirmaram que a residência funcionava de maneira irregular como instituição de ensino infantil há mais de uma década. O local já havia sido alvo de fiscalizações anteriores e notificações por parte da Vigilância Sanitária e do Conselho Tutelar entre os anos de 2022 e 2023 para que encerrasse as atividades.
No dia do ocorrido, as autoridades constataram uma severa superlotação no ambiente: cerca de 20 crianças estavam sob os cuidados de apenas dois adultos. A acusação destaca que os proprietários agiram com manifesta imprudência ao aceitar um volume de alunos muito superior à capacidade de atendimento, e com negligência pela ausência de monitoramento adequado que pudesse evitar a tragédia.
A defesa do casal argumenta que o caso se tratou de uma fatalidade e informou que prestará os esclarecimentos necessários ao longo do processo judicial.
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