A corrida rumo ao Palácio Iguaçu nas eleições começa a ganhar contornos de forte polarização. Apesar de o senador Sergio Moro (PL) manter o favoritismo e liderar em todas as pesquisas de intenção de voto estimuladas divulgadas recentemente, levantamentos de agregadores de dados apontam uma tendência de flutuação e oscilação em seus números, acendendo o sinal de alerta em seu comitê político.
O movimento sugere um tensionamento na liderança absoluta que o ex-juiz vinha ostentando no estado. Enquanto em levantamentos do instituto Paraná Pesquisas, contratados pelo seu partido, Moro aparecia de forma confortável atingindo marcas entre 46% e 52,5% dependendo dos cenários apresentados, pesquisas mais recentes com metodologias distintas começaram a mostrar um teto ligeiramente mais baixo.
Em uma das últimas sondagens realizadas pela Quaest, por exemplo, o pré-candidato do PL pontuou 35% no cenário mais amplo (com seis candidatos) e 42% em um panorama reduzido. É justamente essa variação negativa entre diferentes institutos e as flutuações captadas pelos agregadores que mostram a concorrência se movimentando e diminuindo as distâncias.
A força da oposição paranaense
Logo atrás de Sergio Moro, consolidam-se na disputa o deputado estadual Requião Filho (PDT) e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (que migrou para o PSD, partido do atual governador Ratinho Júnior). Requião Filho tem figurado como o principal perseguidor de Moro, alcançando marcas que variam de 18% a 24% nos cenários de primeiro turno. Com o apoio estrutural do governo federal, o parlamentar pedetista busca solidificar o palanque da esquerda no estado.
Por outro lado, Rafael Greca demonstra recall e mantém percentuais consistentes entre 15% e 21,4%. Greca concorre indiretamente pelo espólio político da atual gestão estadual, dividindo espaço na centro-direita com nomes como Sandro Alex (PSD) e Alexandre Curi (Republicanos). Outros concorrentes minoritários, como Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC), completam os cenários testados até o momento.
Cenário em aberto e peso de apoios
Apesar da leve tendência de queda ou acomodação de números indicada pelos agregadores de pesquisas, os dados de segundo turno mostram que Moro ainda mantém uma vantagem robusta em confrontos diretos: venceria Requião Filho (por 49% a 30%), Greca (por 44% a 29%) e Sandro Alex (por 51% a 15%).
Analistas políticos alertam, contudo, que o cenário paranaense permanece altamente volátil devido ao imenso contingente de eleitores indecisos, que ainda ultrapassa a faixa dos 70% na modalidade de pesquisa espontânea. O fiel da balança deverá ser o anúncio formal de apoio do governador Ratinho Júnior à sua própria sucessão. Uma parcela expressiva do eleitorado paranaense afirma que tende a migrar seu voto diretamente para o candidato oficialmente chancelado pelo atual chefe do Executivo, o que promete alterar profundamente o equilíbrio de forças e as curvas dos agregadores nos próximos meses.
Moro lidera no Paraná mas agregadores apontam flutuação na liderança contra Requião Filho e Rafael Greca

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Jenifer Propets
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