TSE divulga repasse de R$ 4,9 bilhões para Eleições 2026 com PL, PT e União Brasil no topo da lista
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a distribuição dos valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), popularmente conhecido como Fundo Eleitoral, para o pleito de 2026. No total, o Tesouro Nacional repassou R$ 4,9 bilhões que serão injetados nas campanhas das 30 legendas com registro na Justiça Eleitoral. O grande destaque fica por conta da forte concentração de recursos: juntos, PL, PT e União Brasil vão abocanhar cerca de 40% de todo o bolo.
A liderança isolada deste ano pertence ao PL (Partido Liberal). Impulsionada pelo crescimento de sua bancada nas últimas eleições gerais, a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro teve um salto expressivo de 205,6% em comparação com 2022 e terá direito a R$ 881,6 milhões (o equivalente a 17,77% do total). O PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece na segunda posição do ranking nacional e vai administrar R$ 615,3 milhões (12,4% da fatia global). Logo em seguida, fechando o top 3 dos maiores repasses, está o União Brasil, que assegurou R$ 526,2 milhões.
Concentração e as cifras do “top 5”
Se considerarmos as cinco maiores legendas da lista, o controle do dinheiro público fica ainda mais evidente. Atrás do trio principal, o PSD garantiu R$ 421 milhões e o PP ficou com R$ 417,1 milhões. Somadas, as cinco principais forças políticas do país vão gerenciar mais de R$ 2,86 bilhões, controlando 57,67% das verbas estipuladas para a corrida eleitoral de 2026.
No extremo oposto, dez agremiações de menor expressão política (como PSTU, PCO, UP, Agir e Mobiliza) receberão apenas a cota mínima obrigatória por lei, estipulada em R$ 3,3 milhões para cada uma. Já o partido Novo, que historicamente rejeitava o uso de dinheiro público em campanhas eleitorais, mudou suas regras estatutárias e passará a usar o recurso nesta eleição, contando com R$ 37 milhões.
Como funciona o cálculo da divisão?
Os critérios que determinam quem leva as maiores fatias do bilionário Fundo Eleitoral são definidos estritamente pela legislação brasileira e baseiam-se na representatividade política de cada grupo. A distribuição dos R$ 4,9 bilhões segue as seguintes proporções técnicas:
- 2%: divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE;
- 35%: distribuídos conforme a quantidade de votos que as legendas receberam na última eleição para a Câmara dos Deputados;
- 48%: repartidos de maneira proporcional ao número de deputados federais eleitos pelos partidos;
- 15%: distribuídos com base na proporção da representação partidária dentro do Senado Federal.
O objetivo do modelo de financiamento público é cobrir os custos dos candidatos após a proibição de doações de empresas privadas (pessoas jurídicas). Todo o dinheiro deve ser declarado rigorosamente à Justiça Eleitoral, e eventuais sobras ou irregularidades na prestação de contas podem acarretar em multas severas e na obrigação de devolver os valores pendentes ao Tesouro Nacional.
📸 Agência Brasil
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