Onda de calor extremo atinge Europa Ocidental e força fechamento de escolas e pontos turísticos na França, Espanha e Reino Unido

​Uma forte e precoce onda de calor provocada por um anticiclone africano elevou os termômetros a marcas históricas no início deste verão europeu. Países como França, Espanha, Itália e Reino Unido emitiram alertas máximos à população devido a temperaturas que já ultrapassam os 40°C, gerando impactos diretos nos serviços públicos, no turismo e no transporte ferroviário.

​Impactos no turismo e fechamento de escolas

​O calor intenso alterou a rotina de cartões-postais icônicos e afetou o calendário escolar da região:

  • França: Cerca de 1.800 escolas fecharam os portões e outras 8.000 reduziram o horário de funcionamento por falta de estrutura para lidar com o abafamento. Em Paris, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre encerraram as atividades mais cedo para proteger visitantes e funcionários.
  • Restrições locais: Autoridades parisienses proibiram o consumo de álcool em áreas públicas durante as festividades locais, e balneários franceses estabeleceram multas para banhistas que circulam sem camisa fora da faixa de areia.

​Bloqueio atmosférico e recordes de temperatura

​O fenômeno é impulsionado por um “domo de calor” — uma área de alta pressão que retém o ar quente saariano sobre o continente, impedindo a chegada de frentes frias.

Recorde histórico: A França registrou sua maior média nacional de temperatura para o mês de junho desde o início das medições em 1947, com picos locais atingindo os 43,3°C em regiões como a Gironde.

​Na Espanha, 13 das 17 comunidades autônomas permanecem sob aviso laranja ou vermelho, enfrentando marcas de até 44°C. O Reino Unido também emitiu alertas climáticos severos antecipando recordes para os próximos dias.

​Alertas à saúde e transporte

​Além do risco iminente de desidratação e insolação, os sistemas de transporte público operam com restrições. Na França, dezenas de trens intermunicipais foram cancelados preventivamente para evitar o desgaste de linhas elétricas e a dilatação dos trilhos gerada pelo superaquecimento das vias.

​Especialistas e órgãos de saúde reforçam a orientação para que moradores e turistas evitem a exposição direta ao sol entre as 11h e 16h, priorizem locais climatizados e mantenham a hidratação constante.


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