O pedreiro Edilson Takahara, de 49 anos, foi surpreendido ao ganhar uma bolsa de estudos para cursar Direito na Faculdade FAMEC, em Manaus. Ele ganhou notoriedade nacional após assumir a própria defesa em uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) e impressionar os magistrados com a qualidade de seus argumentos jurídicos.
A oportunidade surgiu após Edilson ser convidado pela instituição para participar de uma roda de conversa com estudantes de graduação sobre sua trajetória. Ao final do encontro, a faculdade anunciou a concessão do benefício. O trabalhador já realizou o vestibular simplificado, enviou a documentação necessária e se prepara para iniciar as aulas imediatamente.
O caso começou quando Edilson decidiu recorrer ao recurso legal do jus postulandi — que autoriza o cidadão a pleitear seus direitos na Justiça do Trabalho sem o intermédio de um advogado — depois que um profissional contratado anteriormente deixou o processo expirar por negligência. Para sustentar o pedido de reconhecimento de vínculo empregatício contra uma construtora, o pedreiro dedicou cerca de 50 horas de estudo autônomo à CLT, recorrendo à inteligência artificial e a conversas com advogados para fundamentar suas alegações de forma objetiva.
Durante a sustentação oral perante a Segunda Turma do TRT-11, em 17 de agosto, Edilson reuniu um robusto conjunto de provas digitais, incluindo registros em foto, vídeos de treinamentos e mensagens do setor de Recursos Humanos. A atuação garantiu a manutenção da sentença favorável, fixada em cerca de R$ 21 mil em verbas rescisórias, e rendeu elogios públicos do juiz relator Sandro Nahmias Melo.
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