Polícia Civil investiga sumiço das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida como duplo homicídio; suspeito Clayton Antonio da Silva Cruz segue foragido

​O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completou 62 dias nesta segunda-feira (22). Diante do prolongado período sem respostas e das evidências coletadas, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) passou a tratar o caso oficialmente como um duplo homicídio. O principal suspeito do crime é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que continua foragido.

​As jovens foram vistas pela última vez na madrugada do dia 21 de abril, quando imagens de segurança registraram a entrada delas em uma boate na cidade de Paranavaí, no Noroeste do estado, acompanhadas de Clayton. Antes disso, a caminhonete dirigida pelo suspeito também havia sido filmada trafegando por Jussara, município onde Sttela morava com a mãe. O sumiço das jovens foi formalmente registrado pelas mães das vítimas no dia 23 de abril, na cidade de Cianorte.

Desdobramentos e investigações recentes

​Ao longo dos dois meses de apuração, a polícia realizou intensas buscas em áreas rurais da região, com foco recente no município de Paraíso do Norte. Conforme as atualizações mais recentes das autoridades policiais, Clayton teria agido rapidamente para esconder os vestígios após o crime. O delegado responsável indicou que a caminhonete clonada utilizada pelo suspeito foi ocultada nos primeiros três dias logo após o desaparecimento das primas e há suspeitas de que o veículo possa ter sido levado para outro país.

​A polícia também revelou que Clayton se apresentava em Cianorte sob o nome falso de “Davi” e possuía um histórico criminal extenso, acumulando cerca de 20 passagens policiais desde a adolescência e condenações anteriores por roubo e tráfico de drogas. Ele é considerado foragido desde o dia 29 de abril, data em que foi expedido seu mandado de prisão preventiva.

​Como parte dos desdobramentos, uma mulher de 23 anos, ex-companheira de Clayton, foi presa na cidade de Paraguaçu Paulista (SP), sob a suspeita de ter prestado auxílio na fuga do investigado. Detalhes sobre o nível de envolvimento dela no caso ainda são mantidos em sigilo.

​As forças de segurança reforçam o pedido de apoio à população para localizar tanto o suspeito quanto pistas sobre o paradeiro das primas. Qualquer informação relevante pode ser repassada de forma totalmente anônima por meio dos telefones de denúncia 181, 190 ou 197.


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