O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) poderão atuar em locais de votação durante as eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para novembro. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa em Nova York e reabriu discussões sobre a presença de agentes federais armados perto das urnas.
Mullin declarou que a intenção do órgão não é fazer patrulhamento contínuo. Segundo o secretário, a presença de oficiais se restringirá a cenários específicos, como o cumprimento de mandados de prisão contra suspeitos monitorados ou a resposta a ameaças diretas à segurança das seções eleitorais.
A fala do chefe do Departamento de Segurança Interna (DHS) contradiz garantias dadas anteriormente por autoridades federais de que o ICE não interferiria nas zonas eleitorais. Integrantes do Partido Democrata e entidades de defesa dos direitos civis apontam que a presença — ou a mera ameaça de presença — de agentes federais armados pode intimidated eleitores, especialmente em comunidades de minorias e imigrantes, afetando o comparecimento às urnas. Especialistas e parlamentares ressaltam ainda que a lei federal norte-americana (18 U.S.C. § 592) proíbe rigorosamente o envio de homens armados ou forças militares aos locais onde ocorrem votações gerais ou especiais.
A declaração ocorre em meio a uma ofensiva da gestão de Donald Trump para intensificar a auditoria sobre as listas de eleitores, sob o argumento de combater o voto de não cidadãos — uma prática descrita por autoridades estaduais e analistas independentes como extremamente rara no sistema eleitoral do país.
Assista a este Trecho da declaração de Markwayne Mullin para conferir a explicação direta do secretário sobre em quais circunstâncias o ICE poderia ser acionado.
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