O ex-juiz e pré-candidato ao governo do estado do Paraná, Sergio Moro (PL), foi a ausência mais comentada durante a rodada de sabatinas promovida pela União de Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (Uvepar), realizada durante a 5ª Marcha dos Legislativos Municipais Paranaenses, em Curitiba. O não comparecimento do parlamentar acabou abrindo um flanco político importante no estado, permitindo que seus principais opositores de esquerda e de centro avançassem no diálogo com as bases municipais.
Enquanto Moro justificou sua ausência devido a compromissos paralelos e agendas ligadas à coordenação nacional de projetos de oposição — como sua recente atuação em redes sociais ao lado de figuras como Flávio Bolsonaro e Guilherme Derrite para o lançamento de programas de segurança —, seus concorrentes diretos ao Palácio Iguaçu não perderam a oportunidade.
Nomes expressivos da disputa paranaense marcaram presença no evento, que reuniu centenas de prefeitos, vereadores e lideranças do interior do estado no tradicional bairro de Santa Felicidade. O deputado estadual Requião Filho (PT) participou ativamente da sabatina da Uvepar, utilizando o espaço para criticar o vazio de propostas e a falta de interlocução do ex-magistrado com o legislativo municipal.
Para analistas políticos, a estratégia de Moro de priorizar palanques nacionais e debates de cunho ideológico generalista pode custar caro no Paraná. Ao esvaziar um evento voltado especificamente para a governança e segurança jurídica municipal, o pré-candidato do PL deixa espaço livre para que a oposição costure alianças diretamente com as lideranças do interior, que são historicamente os cabos eleitorais decisivos em uma eleição estadual.
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