A companhia aérea portuguesa TAP concluiu com sucesso uma operação financeira de relevo ao colocar no mercado 350 milhões de euros em obrigações com maturidade a cinco anos (vencimento em 2031). A emissão de dívida sénior superou as expectativas iniciais da empresa, que planeava inicialmente angariar 300 milhões de euros.
Para além do aumento do montante financiado face à forte procura, a transportadora aérea conseguiu fixar a taxa de juro final em 4,750%. O valor fixado ficou visivelmente abaixo da fasquia de 5,5% que vinha a ser sinalizada pelo mercado nos dias anteriores. A operação, cuja liquidação financeira está prevista para o final de junho, foi direcionada exclusivamente a investidores profissionais e contrapartes elegíveis, estando vedada ao mercado de retalho. A montagem financeira foi liderada pelo Citigroup e pelo Crédit Agricole CIB, na qualidade de coordenadores globais, com o apoio do Bank of America e do Morgan Stanley.
Este teste de mercado ocorre num momento crucial para o futuro da empresa, poucos dias após a TAP ter anunciado a conclusão formal do seu plano de reestruturação — que incluiu o reembolso parcial de 25 milhões de euros ao Estado português.
Com as contas estabilizadas, o Governo de Portugal mantém em marcha o processo de reprivatização da companhia. De acordo com o calendário previsto pelo Ministério das Infraestruturas, o Executivo antecipa selecionar o investidor vencedor até setembro deste ano. O grupo estratégico escolhido deverá assumir funções de cogestão da transportadora aérea ainda nos meses finais de 2026, avançando-se para a entrada definitiva no capital social no verão de 2027, após as necessárias autorizações e “luz verde” por parte da Comissão Europeia.
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