O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o estabelecimento de um acordo de grande magnitude com o governo interino da Venezuela para garantir o controle e o acesso direto a dezenas de bilhões de barris de petróleo em território venezuelano. A medida representa uma das maiores movimentações geopolíticas do setor energético das últimas décadas e tem potencial para transformar a dinâmica global de fornecimento de combustíveis.
As negociações vinham sendo conduzidas nas últimas semanas por uma comissão de alto nível dos EUA — liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio e por Stephen Miller — em articulação com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. O acordo envolve a concessão e a participação americana em diversos campos produtivos de destaque, com estimativas de acesso que variam de 65 bilhões a mais de 90 bilhões de barris de reservas comprovadas de cru.
Com esse entendimento, a capacidade energética sob gestão norte-americana praticamente dobra. Em contrapartida ao acesso direto e à operação das jazidas, o plano prevê injeção maciça de investimentos privados. Empresas de energia dos Estados Unidos atuarão diretamente na modernização e no desenvolvimento da infraestrutura petrolífera da Venezuela, visando alavancar a produção diária e gerar receitas financeiras para a reconstrução econômica do país sul-americano.
Além das implicações de produção e exploração, os termos do diálogo abrem espaço para rearranjos diplomáticos e institucionais mais amplos na América Latina. Entre os desdobramentos em análise por Caracas está a eventual saída da Venezuela da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), entidade fundada originalmente com a ajuda dos próprios venezuelanos. A iniciativa marca um movimento expressivo da administração Trump para consolidar o domínio norte-americano na cadeia global de suprimentos e afastar influências econômicas de outros blocos na região.
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