O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (08) que o acordo de cessar-fogo com o Irã chegou ao fim. A declaração foi feita em uma entrevista coletiva em Ancara, na Turquia, onde o líder estadunidense participa da Cúpula da Otan de 2026. Segundo Trump, as negociações com Teerã tornaram-se “uma perda de tempo”.
Escalada militar e fim das negociações
A fala do presidente ocorre em um momento de extrema tensão na região após novas trocas de ataques entre as forças americanas e iranianas na noite anterior. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou ter realizado uma rodada de “ataques ofensivos” contra sistemas de defesa aérea, radares e barcos da Guarda Revolucionária do Irã para conter ameaças ao comércio no Estreito de Ormuz. Em contrapartida, bases militares americanas no Kuwait e no Bahrein também foram alvos de ofensivas iranianas.
Ao ser questionado por jornalistas se o memorando de entendimento de 14 pontos estava oficialmente morto, Trump foi categórico:
”Para mim, acho que acabou. Não quero mais lidar com os iranianos. Nós os atacamos com muita força ontem à noite e provavelmente os atacaremos com força novamente hoje à noite.”
O impacto na Cúpula da Otan
A nova crise no Oriente Médio acabou dividindo as atenções do encontro da aliança militar na Turquia, que originalmente debatia o aumento dos gastos de defesa dos países europeus e a situação da guerra na Ucrânia.
Principais pontos discutidos por Trump no evento:
- Fim do diálogo com Teerã: O presidente afirmou que, embora negociadores americanos como Jared Kushner e Steve Witkoff ainda tentem manter canais abertos, ele considera o processo encerrado por classificar a liderança iraniana como não confiável.
- Cobranças aos aliados: Trump voltou a demonstrar frustração com os países europeus pela falta de apoio explícito à agenda dos EUA em relação ao Irã e à divisão de custos militares.
- Atritos bilaterais: Paralelamente à crise no Oriente Médio, o líder americano também surpreendeu ao anunciar uma ordem para cortar relações comerciais com a Espanha devido a desavenças sobre gastos de defesa e bases militares.
Até o momento, o governo do Irã não emitiu uma resposta oficial às declarações do presidente dos EUA, mas forças militares de ambos os lados continuam em estado de alerta máximo na região do Golfo.
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