A ambiciosa reforma da piscina refletora do Lincoln Memorial, em Washington, impulsionada pelo governo de Donald Trump ao custo de US$ 14,7 milhões, já apresenta problemas estruturais visíveis poucos dias após sua entrega oficial. Imagens e relatos de visitantes confirmam que partes da nova pintura azul aplicada no fundo do espelho d’água começaram a descascar e a se soltar da superfície.
O projeto, que foi executado sem processo de licitação pela empresa Atlantic Industrial Coatings, sediada na Virgínia, tinha como principal objetivo eliminar o aspecto esverdeado da água decorrente da proliferação de algas. A intervenção visava preparar o histórico monumento para as celebrações dos 250 anos de Independência dos Estados Unidos, ocorridas no último domingo, 14 de junho. Trump anunciou a conclusão dos trabalhos em 6 de junho, exaltando o resultado.
No entanto, o reaparecimento de algas voltou a alterar a cor da água, obrigando as equipes de manutenção a aplicar peróxido de hidrogênio (água oxigenada) de forma emergencial na tentativa de conter o surto orgânico. Somado a isso, o descolamento do selante e da tinta gerou forte repercussão negativa.
Nas redes sociais e no local do monumento, visitantes expressaram insatisfação com o resultado e o destino dos recursos públicos. Especialistas e o público crítico apontam que o projeto descaracterizou a estética original do espelho d’água sem resolver efetivamente o problema biológico. Por outro lado, a administração federal defende as intervenções arquitetônicas em Washington, argumentando que as obras visam revitalizar e valorizar as paisagens urbanas e históricas do país para o marco do bicentenário e meio da nação.
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