1% mais rico concentra quase um quarto da renda no Brasil, aponta Oxfam

​A desigualdade econômica no Brasil permanece em patamares alarmantes, impulsionada por uma forte concentração de renda no topo da pirâmide social. Segundo levantamento recente divulgado pela organização internacional Oxfam, a parcela correspondente ao 1% mais rico da população brasileira é responsável por acumular quase um quarto de toda a renda nacional.

​O relatório expõe que o abismo entre a extrema riqueza e a maior parte da população segue como um dos principais gargalos para o desenvolvimento socioeconômico do país. Enquanto uma fração mínima de super-ricos consolida volumes bilionários de recursos, dezenas de milhões de brasileiros enfrentam restrições no acesso a serviços básicos, segurança alimentar e poder de compra.

​Especialistas e analistas da Oxfam destacam que a estrutura tributária brasileira é um dos fatores decisivos para a manutenção desse cenário. A regressividade dos impostos — onde a tributação incide de forma mais pesada sobre o consumo do que sobre o patrimônio e lucros — acaba onerando proporcionalmente mais as famílias de baixa renda em comparação aos super-ricos.

​Diante desses dados, ganha força o debate público em torno de reformas estruturais, como a revisão das alíquotas de imposto de renda e o fomento a políticas públicas voltadas à redistribuição de recursos e fortalecimento da rede de proteção social.


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